As mudanças que deveriam acontecer no Mundial da IBJJF

Segunda feira pós mundial e eu estou me sentindo como? So delighted.

Não sei se vocês já assistiram ao documentário “Free Solo” ( se não, recomendo) é sobre um escalador (Alex Honold) que pratica a modalidade de mesmo nome, que significa que não usa equipamentos de segurança e escala sozinho.

O nível de dedicação, confiança e superação que ele demonstra é algo que realmente me marcou.

Ele coloca uma meta dificílima e por anos se prepara, tenta algumas vezes e falha, até que um dia ele sobe uma das montanhas mais altas e ingrimes do mundo, sem nenhum equipamento e conquista um feito inimaginável para qualquer escalador, sobe o El Captain em Yosemite em tempo recorde, 3h 54 minutos.

Já no topo quando a equipe de filmagem o encontra ele apenas olha a camera e diz, SO DELIGHTED! A expressão de dever cumprido, de ter se dedicado e trabalhado mais duro do que todos para atingir o objetivo gera uma sensação indescritível.

Nós acabamos de vencer nosso 12º campeonato mundial de Jiu Jitsu, havia 2 anos que ficávamos em segundo lugar e talvez muitos tenham achado que não voltaríamos tão cedo ao topo do pódio.

Mas como nos colocamos diante das dificulades é que define como somos e provavelmente o que vamos conquistar na vida.

Remotivar a equipe e acreditar é função que divido com todos os professores e atletas de nosso maravilhoso time, foi lindo de ver a entrega de todos.

De nosso mestre Romero Jacaré ao mais novo atleta juvenil que esteve na pirâmide nos representando, meu muito obrigado.

Aos nossos adversários meu mais sincero respeito e agradecimento, nós somos do tamanho das batalhas que enfrentamos e vocês são incríveis.

Quando eu era mais novo eu tinha o sonho de ser grande no Jiu Jitsu, hoje meu sonho se transformou em querer ver o Jiu Jitsu grande e é isso que me faz levantar da cama todos os dias motivado.

Quero que a Alliance seja sempre um exemplo dentro de nosso esporte, que continue evoluindo tecnicamente, que continue revelando novos talentos, que continue criando oportunidade para quem não tem e principalmente que possa compartilhar práticas de sucesso com toda a comunidade do Jiu Jitsu.

Lembram daquela frase: “Quando a maré sobe todos os barcos sobem” é nisso que acredito.

Elevar o nível do esporte, ajudar as academias a terem mais alunos, colaborar com as pessoas que buscam ajuda e tudo mais que pudermos fazer pelo Jiu Jitsu.

Temos muito trabalho pela frente e muitos podem achar que a missão é muito difícil, a esses eu pergunto, você já olhou para trás e viu onde estávamos há 20 anos? imagina se nos ajudarmos uns aos outros onde levaremos nosso esporte daqui há mais 20 anos.

Entendo que o esporte precisa de algumas alterações e ajustes para seguir evoluindo, vou sugeri-los a IBJJF assim como proponho mudanças para as academias e no tratamento que damos a nossos alunos.

Não existe garantia de que teremos êxito em nossas sugestões nem mesmo que elas são as melhores para o momento mas trazer assuntos para o debate com as pessoas que tem o mesmo sonho geralmente produz ótimos resultados.

Algumas coisas que pretendo trazer ao debate queria a opinião de vocês também, comentem no post por favor o que acham.

Mundial deveria rodar por diferentes países, acho que já esta na hora do principal torneio de nosso esporte se tornar realmente mundial, rodar Europa, America do Sul, EUA, Ásia e onde mais o jiu jitsu puder ir.

Reduzir o campeonato em numero de praticantes, forçando os atletas a se qualificarem em todas as faixas, o ideal seria termos apenas 16 atletas por categoria, dessa forma o campeonato aconteceria tranquilamente em um final de semana e só entre os melhores.

Os demais campeonatos naturalmente seriam mais valorizados e a corrida por pontos nos brindaria com grandes combates durante o ano todo.

Essa idéia tem um contra ponto de que o publico do Jiu Jitsu é formado em sua maioria por praticantes e competidores e que o campeonato seria esvaziado caso reduzíssemos o numero de inscritos, mas não seria essa talvez a forma de atrairmos um publico diferente?

Tempo de talvez rever a pontuação dos times? será que um campeão faixa azul deveria contar os mesmos pontos que um campeão absoluto preta?  hoje qualquer campeão vale 9 pontos para a equipe o vice 3 pts e o terceiro 1 pt.

Não seria mais justa dar um peso maior a medida que a graduaçao vai subindo afinal do ponto de vista do mérito é muito mais dificil uma escola construir um Buchecha que um campeão na faixa azul, não é mesmo?

Enfim alguns pensamentos que me sinto bem mais confortável em dividir após uma vitória do que perdendo pois poderia parecer desculpa pelo resultado.

 

Sugiro porque acho que seria melhor para o Jiu Jitsu e é isso que acredito hoje, e você como pensa?

 

forte abraço

 

FG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

35 opiniões sobre “As mudanças que deveriam acontecer no Mundial da IBJJF

  • 3 de junho de 2019 em 19:58
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    Prezado Mestre Fábio,

    As suas reflexões no meu ponto de vista são bem acertivas. Acho que a pontuação para classificação realmente motivaria alguns atletas de ponta a participar de etapas que não possuem tanto glamour porém tem um público fiel que deseja ver bons combates. Em relação a migrar o local ,sou um pouco resistente visto ” a pirâmide” ter se tornado um objetivo para muitos atletas que sonham estar competindo , e vivenciando esse clima de puro jiu-jitsu. A pontuação realmente deveria ser por escalonada por faixa .
    No mais, continue o excelente trabalho de divulgação, inserção e multiplicação do jiu-jitsu.
    Atenciosamente,
    Alexandre Azevedo

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    • 3 de junho de 2019 em 20:29
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      Acho q o sonho esta em ser campeao mundial, podemos transformar vários ginasios em templos do jiu jitsu, nao precisa ser ao a pirâmide! Forte abraço

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    • 3 de junho de 2019 em 20:53
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      Acho que poderia incluir nessa lista o teste de antidoping e todos os atletas que forem competir não somente o campeão mais sim todos.

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      • 22 de junho de 2019 em 13:59
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        Irmão vc ta ligado quanto custa um antidoping? são 2.000 dólares imagina a IBJJF fazer o exame em todos os atletas com certeza eles vão falir.

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  • 3 de junho de 2019 em 20:00
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    Boa noite, Fabio!

    Primeiramente parabéns pela conquista!

    Gostei dos pontos a serem modificados e concordo com eles. Acrescentaria também uma pontuação melhor no pódio dos absolutos e um sistema diferente nos absolutos.

    Esse ano o absoluto preta ficou vazio, pois muitos optaram por não lutar por estarem perdendo peso pra lutarem as categorias.

    Talvez adiantar as categorias e depois realizar o absoluto seria mais interessante e o show seria mais legal.

    Abraço

    Resposta
    • 3 de junho de 2019 em 20:27
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      Legal Leonardo, antigamente era assim o absoluto era depois mas na verdade nao funcionava bem e os atletas compareciam bem
      Menos pois ja estavam muito desgastados das categorias.
      Absoluto nao é para qualquer um mesmo e nunca será, obrigado pelo comentário

      Resposta
      • 3 de junho de 2019 em 22:12
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        Ótimas sugestões, eu sugeriria uma contagem masculino + feminino, para que se apure um campeão geral, achei ótimo a idéia de se valorizar o ranking, incentivando os tops a participarem de mais competições ao longo do ano.
        Uma premiação para os líderes dos rankings em todas as faixas e idades, valorizaria mais o ranking tb. Essa premiação poderia ser uma medalha ou certificado especial, hoje se não me engano um líder do ranking faixas coloridas tem apenas um print como recordação.

        Resposta
  • 3 de junho de 2019 em 20:22
    Permalink

    Rodiziar o país do campeonato seria sensacional, mesmo pq muitos não lutaram por não ter visto para os EUA. Talvez algumas vagas do campeonato serem preenchidas por colocação do Ranking, mas acho q pelo menos duas em cada categoria poderiam vir de um campeonato classificatório direto…. Pq não é todo mundo que pode lutar todos os campeonatos e construir um ranking. Abraço.

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    • 3 de junho de 2019 em 20:30
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      Otima sugestao seria legal ter uma
      Seletiva direta sim, isso pode ser os campeonatos do Grand Slam! Obrigado

      Resposta
  • 3 de junho de 2019 em 20:33
    Permalink

    Olá Fábio.

    Vejo com bons olhos as mudanças citadas e vou pontuar o que penso delas.

    1. Mundial etinerante : passou da hora e isso tem que ocorrer o mais rápido possível . Talvez por logística ainda mantenham o Mundial na Califórnia, porém hoje temos diversos campeonatos pelo mundo e seria apenas uma questão de organização.

    2. Pontuação e Seletiva : quanto a pontuação está correto e vejo que seria mais inreressante um campeonato mundial apenas com os faixas pretas e premiações em dinheiro, algo maior, onde aqueles que estão nas faixas coloridas vislumbrem estar. Não vemos essa mistura em outras entidades. A seletiva é uma boa saída , porém a mesma exigiria o mesmo preparo para aqueles que disputariam o Mundial e ambas no mesmo ano e ainda as demais competições, traria uma equação dificil de fechar em um tempo que cada vez mais se pede uma boa periodização . Talvez um ano de seletiva e no outro mundial .

    3. Eleições na IBJJF – ou se define como federação ou como uma empresa privada.

    4. Captação de patrocínios – Infelizmente desde 96 até agora os mundiais perderam muito e digo o porquê : Em 96 tinhamos patrocinadores de fora do nicho do Jiu-Jitsu interessados no mercado e em associar suas marcas. Vimos clubes de futebol patrocinando atletas e transmissões pela Sportv. Infelizmente tudo isso foi embora e mostra uma regressão em termos de interesse do mercado. Temos hoje apenas empresas do setor nos ventos e estas possuem pouco capital frente a um mercado enorme. Talvez conduzir as competições como citei acima em formatos mais atraentes, destravando o jogo colocando tempo limite de permanência em posições como a 50/50 seriam interessantes. Tivemos finais neste mundial que durante 10 minutos nada aconteceu .

    Enfim são alguns pontos que questiono .

    Abraços

    Thiago Franco

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  • 3 de junho de 2019 em 21:19
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    O WSL seria um exemplo a ser seguido . Olha o tamanho que é o surfe hoje no mundo .

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    • 4 de junho de 2019 em 07:36
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      Também penso assim …
      Porém a wsl possui uma única categoria . O jiu jitsu tem diversas categoria de peso. Algo complexo a se resolver .

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  • 3 de junho de 2019 em 21:57
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    Muito boa suas colocações, a questão do Campeonato ser itinerante, concordo plenamente, a subdivisão da pontuação por faixas e categoria e absoluto também, porém a questão de limitar a quantidade de inscritos pelos 16 melhores, acredito que possa favorecer os atletas não só com maiores habilidades no Jiu Jitsu, mas também os atletas que possuem maiores condições através de patrocinadores podem viajar e lutar uma maior quantidade de competições durante o ano corrente para que se classifique bem no ranking da confederação, e todos nós sabemos a dificuldade que temos em buscar recursos para competir.
    Acho que seria interessante aumentar a pontuação mínima necessária para poder participar do mundial, isso já subiria a régua em alguns pontos.

    Abraço

    Resposta
  • 3 de junho de 2019 em 21:59
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    Boa noite!! Parabéns General por mais essa conquista da Alliance!! Concordo com todos os pontos! Seria muito interessante ver um sorteio de novos lugares sede, ou como nas olimpíadas, paises se candidatando para sediar o campeonato mundial, gerando parceria locais, mais investimentos etc. Que seu desejo de tornar o jiu-jitsu cada vez maior reverbere e contagie pelos 4 cantos!! Oss

    Resposta
  • 3 de junho de 2019 em 22:09
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    Boa mestre…ta mais que na hora da IBJJF rever as pontuações por equipes.
    Sobre mudar de local, sou contra porque agora moro do lado..rsrsrs

    Abraços!
    12x

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  • 3 de junho de 2019 em 22:35
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    General serei objetivo- Mundial itinerante. Ótima ideia e irá ampliar o Jiu Jitsu em regiões onde é pouco ( ou nada conhecido ) . Seria um evento Embaixador da arte marcial e sugiro , que neste evento o País que sediar , poderia colocar uma equipe ( número a ser discutido ) para poder abrilhantar e ganhar a torcida da Casa .
    Pontos diferentes por faixa – a princípio gostei da ideia , mas meu filho Enzo ( competidor faixa azul ) fez o seguinte comentário “ todo mundo que faz parte da equipe e luta por uma bandeira não pode ser diminuído por sua conquista ( seja um branca ou um preta ) . Achei o comentário bem maduro e concordei .
    Por final , minha sugestão para você , premiar as categorias abaixo da preta ( não com dinheiro ) mas com produtos ( exemplos Mobile phones , Fones de ouvido , gadgets)
    Parabéns pela iniciativa e sucesso sempre

    Resposta
  • 3 de junho de 2019 em 22:38
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    Grandes colocações. Mas deveria se pensar algo pra deixar as lutas mais competitivas. Pontuação, tempo, vantagens, não sei, sou um mero aluno, mas passei o final de semana assistindo. Tem muita luta chata. Ficam amarrando. Fazendo jogo feio por causa de 2 pontos. 7 minutos parado e no final sai alguma esperança. Acho que isso ajuda a não ter público pq parece muito pouco o Jiu. Vi um campeão mundial lutar o mundial e dps lutas dele num seminário e é “8/80”, dava gosto de ver. Sou um mero aluno roxa, mas sempre toco nessa tecla. Abraço e obrigado pela coragem de levantar esses pontos. Parabéns pela equipe.

    Resposta
  • 3 de junho de 2019 em 22:59
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    Mestre,
    Concordo com várias das ponderações. O Mundial precisa rodar o mundo, não faz sentido a pontuação ser a mesma para todas as faixas e o número de atletas precisa ser limitado. Tudo isso se encaixa num quarto mais amplo que é profissionalizar a arte suave.
    O jiu jitsu se profissionalizar é bom para os atletas e para as academias. Parte desse processo de valorização e profissionalização exige mais dinheiro, por meio de patrocínios. Para que patrocinadores venham é fundamental ampliar o público, deixando de ser um esporte visto quase que exclusivamente por seus praticantes.
    Nesse contexto, é preciso ter regras claras, de fácil compreensão e que estimulem uma luta ativa. Afinal, esta é, em última análise, o produto a ser vendido.
    Neste ponto, penso que algum método de desempate deveria substituir a decisão dos juízes. Muito subjetivas.
    A transmissão pelo Flo é um avanço, mas talvez seja ainda um tanto restrita, especialmente em relação ao público brasileiro. Uma estratégia para maior divulgação deveria ser avaliada.
    Abraço. Oss!

    Resposta
  • 3 de junho de 2019 em 23:26
    Permalink

    Fabão acho muito interessante todos seus pontos, eu já venho pensando à um tempo sobre a questão das punições e vantagens.
    As punições estão fazendo o jogo ficar solto, os atletas mais atentos adoro isso, por sua vez as vantagens acredito que deveriam ter mais peso na luta também, a luta do Nicolas mostra isso , imagina se a cada 4 vantagens se torna em 1 ponto, ainda mais hoje com essas guardas que só amarram a luta
    Será que seria possível ou estou viajando de mais
    Oss

    Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 00:06
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    Boa noite professor Fábio! Gostei muito das suas ideias. Acho que falta um mundial para os faixas coloridas. Parabéns pela conquista! Abraço

    Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 00:30
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    Ola Prof. Fabio,
    Concordo com a sua sugestao de levar o Mundial para outros paises. Eh fato que existem milhares de praticantes com nivel tao bom quanto muitos atletas conhecidos, mas que por questao de distancia (ou falta de patrocinio) nao conseguem participar dos principais campeonatos. Os EUA se tornaram o centro de competicoes e tambem concentra a maior parte dos melhores atletas de JJ do mundo, por isso ha uma conveniencia em deixar o Mundial por la, na minha opiniao. Mas isso faz com que o esporte possa perder ou deixar no anonimato dezenas ou centenas de excelentes atletas. Inclusive no proprio Brasil onde acho que deve concentrar o maior numero de praticantes.
    Acredito que o Mundial deveria ser um campeonato onde somente os melhores participassem, mas somente se qualificados atraves de outros eventos. Talvez se a pontuacao dos ‘Opens’ qualificasse os atletas para o Europeu, Brasileiro e Pan e somente esses campeonatos qualificassem para o Mundial, assim teriamos os melhores dos melhores. Alem do que obrigaria os Top Athletes a participarem de todos os campeonatos para tambem se qualificarem.
    Ja pensou se Roger Federer, Rafael Nadal ou Novak Djokovic fossem jogar a primeira rodada do US Open com o “Joao”, que treina 3 vezes por semana no Pinheiros, mas que conseguiu patrocinio e assim se inscreveu pro campeonato? Ninguem vai querer ver esse massacre, nao eh mesmo? E eh por isso que existe um sistema de qualificacao pra ter somente os melhores atletas num Grand Slam. Acho que o JJ deveria ter um criterio de selecao sim.
    Gostaria de ver tambem o Pan Pacifico com maior visibilidade dentre os principais campeonatos, uma vez que neste lado do mundo tambem temos excelentes atletas e competidores.

    Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 00:40
    Permalink

    Fábio, outra questão também a ser analisada no meu ponto de vista seria a quantidade de atletas de uma certa academia por categoria.. Pois bem, nesse mundial tivemos fechamento já nas semi finais, para o público é ruim, queremos espetáculo, queremos ver luta. O que vc tem a dizer sobre isso? Abraço.

    Resposta
    • 4 de junho de 2019 em 05:13
      Permalink

      Acho q nao podemos punir o atleta por ser de uma equipe ou de outra, se colocarmos ranking isso ira diminuir bastante, obrigado

      Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 00:57
    Permalink

    Ótimo ponto de vista em todos os quesitos, e acho que para chamar um público diferente não poderia acontecer várias lutas ao mesmo tempo pois imagine você assistindo varios filmes ao mesmo tempo, acaba não vendo nenhum entendo que não é uma coisa fácil de se resolver mas competidores e praticantes já estão acostumados com isso um outro público não.
    Diferente das finais que é um ótimo momento para um público diferente entender o que está acontecendo e derepente até virar um amante do esporte, pois nessa hora o foco está diretamente direcionado a uma única luta.

    Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 05:44
    Permalink

    Olá Fábio, desde ja obrigado por tudo o que tens feito pelo nosso desporto e parabens pela iniciativa desta discussão. Concordo totalmente com a ideia de rodar o local do evento a nível mundial e com a redução do número de competidores. A primeira parece me claro para todos que seria uma excelente forma de divulgar o desporto a segunda concordo porque por exemplo para quem acompanha pelo pay-per-view como eu fica cansado e o interesse pode desaparecer se nao fores um viciado como eu. Pensando que o objectivo é tornar o desporto também apelativo para quem não pratica seriam duas boas opções.
    Em relação a pontuação ja não concordo contigo pois acho que devemos sempre incentivar as academias a investirem em nos primeiroa nives pois se esse incentivo desaparecer os esforços serão todos concentrados nos faixas pretas onde já é feito o maior esforço hoje em dia. Deixo te tambem duas perguntas : Concordas com o dar a vitoria sem haver luta (Não me estou a referir a casos de lesões) como foi este ano com o Lo e Buchecha e os atletas do Cícero Costa ? O que achas que deve ser feito para evitar que a moda do trash talk se implemente no Jiu jitsu ?
    Grande Abraço de Portugal

    Resposta
    • 4 de junho de 2019 em 10:56
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      Bruno, Obrigado pelo comentário.
      Acho que os lutadores devem decidir se querem lutar ou não essa decisão parte deles, entendo que é ruim para o publico mas duas pessoas que treinam juntas todos os dias não tem como lutar, ese ano tivemos varios atletas da Alliance se enfrentando entre si, pois treinam em lugares diferentes.
      Trash talk faz quem não tem jiu jitsu para oferecer, prefiro admirar as pessoas que respeitam as outras e ensinar meus alunos a fazerem o mesmo. abs

      Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 09:30
    Permalink

    Bom dia, primeiro gostaria de parabenizar a conquista da equipe, sobre as modificações eu acho bem interessante, eu ainda acrescentaria o anti doping para todos os atletas ou todos os medalhista a princípio, enfim se temos a ideia de nos tornar um esporte olímpico esse é um grande passo nessa direção, porém sobre mais pontos para pretas e menos para demais faixas, fico preocupado se isso não iria sufocar as equipes menores e vejo um pouco diferente até pq o azul luta com o azul, o roxa com o roxa e assim por diante certo, com isso estão todos no mesmo grau de dificuldade para chegar ao seu objetivo. Um grande abraço e máximo respeito pelo mestre Oss

    Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 10:17
    Permalink

    Mestre Fábio
    Hoje estou afastado do jiu jitsu, por questões de horário com o trabalho e a academia etc
    Então consegui um horário, mas é judô. Desde o ano passado venho praticando esse esporte e o que percebi é que pra atrair pessoas que não conhecem o jiu Jitsu, talvez seria mudar as regras de pontuação, pois, pra quem não conhece nada, não sabe muito bem quem ta ganhando ou perdendo.

    Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 11:29
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    Mestre concordo com tudo, rodar o mundo, quantidade de atletas e principalmente peso por faixa na pontuação.
    Ser da Alliance e ver sua preocupação com a elevação do jiu jitsu a um novo patamar nos.motiva e faz querer sempre evoluir junto.
    Obrigado pela motivação diária e pelos.bons exemplos de sempre.
    Ossss

    Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 11:47
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    Propostas ótimas!! Para mim a principal é a questão do MUNDIAL rodar o MUNDO!! São vários os atletas que não tem condições de viajarem para os eua.Já não concordo em relação á pontuação para poder lutar o Mundial,tendo em vista que muitos atletas (como citei acima) não tem a condição financeira de estar rodando competições atrás de pontuação,mas que tem nível para lutar um Mundial.Mas são ótimas esses pontos à serem discutidos.

    Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 14:49
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    A piramide é praticamente um Templo Sagrado para o Jiu Jitsu, mas o Tijuca tb era visto da mesma forma antigamente. Cada nova edição do ADCC já ocorre em um local diferente então, pq não tentar? Pode ser que dê certo e pode ser que não dê certo também. Mas isso é uma coisa que só tem um jeito de saber, tentando!!!
    Quanto ao Ranking, realmente me parece mais do que justo que somente os melhores lutem o Mundial independente da graduação. Na verdade o formato atual é de certa forma AMADOR!!! Quando tento explicar para um amigo que não é praticante que para lutar o Mundial qualquer um pode ir lá e se inscrever, em sua totalidade todos ficam surpresos. A pergunta é sempre a mesma “Como assim, qualquer um pode lutar??? É só pagar inscrição???” Qualquer pessoa de fora do Jiu Jitsu acaba q torce o nariz para isso. Será que todos eles estão errados? Óbvio que não, estamos falando do CAMPEONATO MUNDIAL!!! Torneio mais importante do nosso Calendário!!! Eu faria somente uma “pequena alteração” na sua ideia.
    Acredito que os classificados para lutar o Mundial, poderiam ser isentos do pagamento da inscrição, isso motivaria a inscrição em outros campeonatos visando o Ranking. Se a IBJJF acredita não ser viável um campeonato somente com os melhores colocados no ranking, mantenha o formato atual onde qualquer um pode se inscrever, porém, isente os melhores colocados do Ranking da inscrição.
    Referente a pontuação da equipe na competição, realmente não faz sentido um faixa azul somar os mesmos pontos que um faixa preta.

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  • 4 de junho de 2019 em 16:16
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    Oi Fabio! Parabéns pela conquista! Mais uma vez!! Merecida demais! Concordo plenamente com vários pontos citados por você nesse post! O mundial deveria rodar outros países, para que mais atletas tivessem a oportunidade de participar, já que nos EUA é limitado por conta do visto. Acredito também interessante limitar o número de atletas, mas teria que ser bem elaborada, para que os atletas não sejam prejudicados! Por outro lado, existem excelentes atletas que não possuem condições de disputarem vários campeonatos para somarem pontos, e estaríamos tirando a oportunidade desse atleta ser campeão! Torcemos pelo crescimento do jiu jitsu! Abração

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    • 5 de junho de 2019 em 13:58
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      Valeu meu amigo. Acho que a idéia seria criar seletivas em diversos lugares e separar algumas vagas pelo ranking, mas acho possivel encontrar uma formula que funcione e seja justa e acessivel a todos, mas continuar com categorias sem seletiva e quase 100 atletas acho ruim. forte abraço

      Resposta
  • 4 de junho de 2019 em 17:44
    Permalink

    Parabéns pela visão sobre o jiu jitsu numa perspectiva global, pelo esvaziamento da vaidade quando compartilha seus conhecimentos de gestão e metodologia pedagógica, mais uma vez a sua visão de águia apurada na liderança da Alliance trás benefícios imensuráveis ao mundo do jiu jitsu, tá explicado porque a Alliance é 12x campeã mundial, é necessária uma grande visão, missão e propósito.

    Sobre o artigo entendo que a sugestão de um revezamento no Mundial em outros continentes, ajudará a expansão do jiu jitsu numa dimensão global.

    Reduzir o campeonato em números de participantes talvez seja mais comercial para canais tv, porém numa perspectiva que temos hoje a IBJJF premiando atletas U$ 15.000,00 , U$ 4.000,00 e U$ 1.000,00 entendo que a quantidade de participantes é necessária para tornar viável essa realidade. Além disso, o público em grande escala possibilita criar esse universo de seminários, cursos de regras, ou seja, um grande show business, como um Rock in Rio do jiu jitsu com várias atrações, nesse sentido penso não ser favorável a redução de atletas em eventos.

    Sobre o critério de pontuação diferente de acordo com faixas, penso que a dificuldade é proporcionalmente igual em todas as divisões de faixa.

    Obrigado por nos provocar a refletir e pensar num jiu jitsu melhor

    Resposta
  • 5 de junho de 2019 em 08:35
    Permalink

    Creio que os juízes deveriam identificar melhor os famosos “amarrões” e puni-los, vi lutas em que um atleta literalmente controlando as mangas e fechando guarda amarrou a luta toda enquanto ou outro tentava desesperadamente fazer algo, o atleta amarrão no caso não foi punido e ganhou a luta, vi atletas na guarda de outro atleta que tentava raspar e etc amarrando a luta, se segurando na guarda e em nenhum momento tentou levantar ou passar logo após receber 1 vantagem.. atletas amarrões estão depreciando o esporte na minha opinião é o pior é que isto está se tornando costume, atletas são instruídos a amarrar a luta quando marcam pontos ou vantagens… e dificilmente são penalizados.

    Resposta

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