ARBITRAGEM NO JIU JITSU, SERÁ QUE EXISTE SOLUÇÃO?

Os campeonatos de jiu jitsu principalmente os organizados pela IBJJF/CBJJ tem tido uma evolução constante na ultima década e conseguiram chegar a um patamar onde são quase uma unanimidade entre os atletas e professores, a qualidade dos eventos e o respeito as regras permitiram que os atletas voltassem a ser as grande estrelas dos eventos.

Porém existe um ponto que parece sem solução, por mais que se esforcem os avanços no quesito arbitragem são muito pequenos, tenho certeza pelo que acompanho do trabalho dentro da IBJJF que a preocupação com esse quesito é grande e constante, porém não tem surtido o efeito desejado. por que isso acontece? primeiro gostaria de ressaltar que não estou dizendo que o corpo de arbitragem não evoluiu pois sou do tempo que por muitas vezes existia o protecionismo por parte do arbitro se um determinado lutador fosse da mesma academia que ele, isso é inaceitável e hoje esse mal esta erradicado, acredito na honestidade dos árbitros, mas porque então que ainda temos insatisfação de 9 entre 10 professores e atletas? (novamente evoluímos aqui pois os atletas aprenderam a aceitar o resultado seja ele qual for e a se comportar como verdadeiros esportistas assim como os professores) No entanto os erros de arbitragem se multiplicam a cada campeonato decidindo lutas e frustando o sonho daqueles que trabalharam duro para chegar até ali.

Devemos entender que a regra do jiu jitsu e o dinamismo da luta que muda seu rumo a todo instante complicam muito essa missão no entanto o que me parece um fator determinante para o insucesso da arbitragem esta no entendimento do sentimento da luta, o atleta pode jogar com a regra debaixo do braço até ai nada a se fazer porém o arbitro deve conduzir a luta entendendo as intenções do lutador para evitar que ele “jogue na regra”, um exemplo clássico é quando um lutador esta em uma posição de ataque e o faz na intenção de sair do tatame para ganhar dois pontos, quem esta defendendo não esta errado de rolar pois seria a defesa, mas isso faz com que o atleta ao invés de realmente tentar pegar apenas role pra fora com o nítido objetivo de ganhar dois pontos,  o simples entendimento disso por parte do arbitro faria com que ele girasse a posição voltando o movimento de defesa para o centro da área de luta, isso muda toda a dinâmica mas os árbitros nunca fazem, se o atleta que esta em uma posição ruim porém sem golpe encaixado rola para fora do tatame propositalmente também sai no lucro porém o juiz ao invés de conduzir a luta para o meio prefere seguir a regra ao pé da letra e interferir na dinâmica da luta. A meu ver eles erram para o outro lado também, quando não existe perigo nenhum de os atletas sairem da área e a posição esta dominada eles param a luta e voltam no meio na mesma posição, quebrando novamente o ritmo da luta e favorecendo ao lutador que precisa descansar, vamos imaginar a seguinte situação que aconteceu agora no Brasileiro em Barueri, um atleta depois de uma intensa luta chega as costas de seu adversário e começa a atacar os dois estão a um metro da área de segurança, uma posição impossível do atleta que esta na defesa sair da área e em eminente perigo de finalização, o arbitro manda parar e voltar a luta para o meio da área quebrando o ritmo do combate e mexendo na essência de uma luta de jiu jitsu sem nenhuma necessidade.

A regra em minha opinião deve ser  mexida constantemente devido a evolução técnica dos lutadores e isso acontece mas infelizmente ela tem mudado mais para facilitar a vida dos árbitros do que para fazer com que a dinâmica do combate se mantenha inalterada, e isso é muito perigoso para nosso esporte.

Sou um critico da arbitragem para que nosso esporte melhore não tenho nada pessoal contra nenhum arbitro e acho que eles fazem um trabalho muito difícil mas no meu entender estão olhando a luta  sob uma ótica errada e sempre irei me posicionar contra tudo que achar que faz mal ao jiu jitsu.

um abraço

Fabio Gurgel

5 opiniões sobre “ARBITRAGEM NO JIU JITSU, SERÁ QUE EXISTE SOLUÇÃO?

  • 3 de maio de 2017 em 18:46
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    Acredito que a atualização da informação (ou das informações) para um período de imediato seria uma idéia mais fácil de ser trabalhada, tanto na parte de arbitragem como nas equipes e academias.
    O que eu quero dizer com isso: atualização e reciclagem tanto por parte dos árbitros quanto para professores e atletas seja constante.
    Recentemente fiz o curso do CBJJ de regras e arbitragem e vi o quanto uma situação de luta pode ser difícil de ser julgada e interpretada, justamente pelo quesito levantado: de qual é a real intenção do atleta!?
    O árbitro não tem uma bola de cristal e nem lê mentes para saber se realmente o atleta “A” realmente está usando e jogando com a regra debaixo do braço “para levar vantagem” sobre o atleta “B”.
    Utilizar de meios eletrônicos, como o caso da luta ser gravada e em determinado momento haver a dúvida o árbitro interromper a luta e checar na tela o que realmente aconteceu, demanda: muito tempo (imagina se para cada luta acontece pelo menos um confere na tela) e principalmente dinheiro (isso com certeza iria aumentar o valor de inscrições e filiações para compensar esses novos gastos).
    Há a possibilidade de se diminuir o tempo da lutas para que se tornem mais dinâmicas (como é feito em alguns torneios, que inclusive pagam prêmios em dinheiro pelas lutas) e menos travadas ou “amarradas”, mas acredito que isso vá bater de frente com a essência do esporte.
    Fato é que o esporte evoluiu muito nos últimos anos, as posições estão cada vez mais dinâmicas e os atletas estão cada vez mais bem preparados fisicamente e tecnicamente, a arbitragem melhorou muito, hoje você vê os árbitros de ternos e gravatas, dependendo da luta há mais dois árbitros além do árbitro central, não há mais a real possibilidade de um árbitro “puxar a sardinha” para favorecer algum atleta seja ele da mesma equipe ou academia ou por que tal atleta está em ascensão, hoje o público que acompanha os torneios (presencialmente ou virtualmente) entende mais as regras e tal possibilidade de isso acontecer e esse árbitro que errou, mesmo sem a intenção, pode de alguma forma ser punido sendo “colocado de gancho” por alguns torneios ou até mesmo sendo obrigado a ter que refazer os cursos para uma reciclagem, existe.
    Por isso que em minha opinião o quanto mais se difundir, explicar e exemplificar as regras melhor é!
    Todos ganham: o público, os professores, os atletas e os árbitros.

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  • 4 de maio de 2017 em 09:21
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    Obrigado Eduardo, sua analise é muito boa e sensata, entendo realmente que o julgamento de algumas lutas é muito dificil mas o arbitro nao entender a intençao do atleta na minha opiniao é despreparo e essa é minha principal critica.
    Concordo tambem que evoluimos muito e os esforços continuarão. Grande abraço

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  • 4 de maio de 2017 em 13:42
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    Boa tarde mestre Fábio, li e concordo plenamente com o senhor, isso atrapalha muito o jiu-jitsu em um todo!!!
    Oss

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  • 24 de outubro de 2017 em 07:46
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    Mestre Fábio eu nao pode acabar de ler mas gostei da dica e só para aproveita deixo a dica que tbm eu sou um Mestre de Jiu-jitsu Faixa Preta em Angola e gosto muito desta Arte Obrigado Mestre Chocolate e o meu nome

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  • 12 de novembro de 2018 em 16:49
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    boa tarde e tambem acho que o arbrito tem a deciçao pq e altoridade maxima no tatame e tambem suas de sisoes faiz parte

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